Contexto e Histórico

O campo dos Investimentos e Negócios de Impacto desenvolveu-se no Brasil e no mundo com o propósito de buscar novos recursos para financiar modelos de inovação que possam gerar mudanças positivas, com produtos e serviços, para a população de baixa renda. Como os recursos financeiros provenientes das fontes tradicionais, como governo, organismos internacionais, investimento social privado e a filantropia, mostram-se insuficientes, os Investimentos de Impacto despontam como uma oportunidade para ampliar o capital disponível para financiar os Negócios de Impacto em temas de educação, saúde, serviços financeiros, cidades (moradia e mobilidade), tecnologias verdes (água, reciclagem, resíduos, energia, agricultura), cidadania (acessibilidade, segurança, emprego, gênero) etc.

 

No contexto internacional, o Reino Unido foi pioneiro no campo ao lançar, em 2000, uma Força Tarefa de Finanças Sociais com o objetivo de apresentar e implementar recomendações para avanço no campo. A partir do envolvimento da sociedade e do governo, o país tem avançado na criação de regulamentações, novas organizações intermediárias e novos negócios de impacto, no fortalecimento do ecossistema de Investimento de Impacto, e principalmente, na efetiva captação de recursos privados para gerar impacto social combinado com retorno financeiro, em um modelo de atuação que tem sido exemplo para diversos outros países.

 

Na mesma direção, países como Canadá, Austrália e Estados Unidos lançaram iniciativas semelhantes, seguidos por países em desenvolvimento como Índia e Brasil. Em junho de 2013, o Reino Unido deu outro passo ao liderar uma Força Tarefa dos países do G8 (com participação dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Austrália, embora o país não seja integrante do G8) para desenvolver recomendações globais e específicas a esses países no tema dos investimentos de impacto. Entre as recomendações já lançadas, tiveram destaque aquelas dirigidas aos governos e bancos de desenvolvimento que podem desempenhar um importante papel ao direcionar recursos financeiros para intermediários por meio da criação e adoção de mecanismos financeiros específicos direcionados aos investimentos de impacto e do estímulo a avaliação, monitoramento e valorização do impacto social nas tomadas de decisões de investimento.

 

Em maio de 2014, inspirados por essas experiências internacionais, foi criada a Força Tarefa Brasileira de Finanças Sociais, em 2018 renomeada como Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto . A Aliança surgiu a partir de uma mobilização promovida pelo ICE (Instituto de Cidadania Empresarial), com o suporte da Fundação Getúlio Vargas, e envolveu um grupo de trabalho composto por 20 organizações conectadas com o tema de Investimento de Impacto, entre eles, representantes da oferta de capital, da demanda e intermediários do ecossistema. Essas organizações trabalharam durante um ano para mapear e priorizar temas críticos e oportunidades para o crescimento do campo no Brasil, bem como, para recomendar os nomes de membros para comporem o conselho da Aliança.

 

Desde então a Aliança tem crescido em parceiros, membros e articulações. Para conhecer a governança e os parceiros atuais, clique aqui.